Budapeste, dia 2 (30.11.07)
Começámos o dia em Buda, do outro lado do Danúbio.


Atravessámos a histórica Ponte Széchenyi Lánchíd (Ponte das Correntes)...


e subímos até ao Castelo de Buda (para alguns conhecidos como Castelo da Imperatriz Sissi), no Budavári sikló.
Um passeio tranquilo, visitando o Castelo, o Bastiao dos Pescadores, o Templo de Matias...
De tarde deliciamo-nos com o Parlamento, um dos edifícios mais espectaculares que já vi, tanto por fora como por dentro.
Quando chegámos havia um papel no gradeamento exterior a dizer que já não havia bilhetes para esse dia. Como esse era o único dia que tínhamos para poder visitar, insistimos um bocadito com o segurança (que, por sinal, impunha respeito mas era muito simpático...), e como éramos só 3 acabou por nos deixar passar com um grupo de espanhóis.
As visitas guiadas são grátis para todos os cidadãos da União Europeia. A nós turistas, é aberto um acesso para percorrer a magnífica escadaria principal do edifício neogótico, com os seus 96 degraus...
ouvir os mitos históricos sobre a disputa católica da Coroa...
visitar duas antecâmaras com decorações a folha de ouro, ver a imponente cúpula com exactamente 96 metros de altura desde o nível da entrada
e conhecer a história da construção de uma réplica do Parlamento em miniatura levada a cabo por uma família modesta de Budapeste.

Quando o modelo da obra foi terminado, a família percebeu que a porta de casa não tinha as dimensões necessárias para assegurar a passagem segura da estrutura. Assim que acabaram por destruir a entrada da sua própria casa para que a réplica possa ser hoje apreciada por todos (só por isso já mereciam uma casa nova...).

A sessão termina no elegante Átrio da Assembleia Nacional, onde foi instalado um dos primeiros sistemas de ar condicionado do mundo, muito rústico para os dias de hoje, mas que surpreendentemente ainda é usado com sucesso para aquecer e arrefecer o edifício.
Depois da curtíssima visita ao Parlamento, que não durou mais de uma hora e sempre acompanhados de "gorilas", esperava-nos a Szt. István Bazilika, mais um monstro da arquitectura, que por sinal também mede 96metros de altura... Já deu para perceber que o número 96 tem um significado especial em Budapeste, certo?
Para terminar em grande, fomos a um dos Christmas Market que há espalhados pela cidade. São várias barraquinhas, cada uma com comida, bebidas e artesanato típicos, onde reina o famoso vinho quente de Natal. Esta é uma tradição que não me importava nada de ter em Portugal... É uma óptima maneira de entrar no espírito natalício!


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