Auschwitz!!! Krakow!!!!
21h de viagem de comboio, uma paradinha em Budapeste para um rápido "Jó napot" e "Dzień dobry Krakow"!!!!!

Chegámos, estava a Noemi, amiga da Inés e nossa companheira de viagem pelos Balcas, à nossa espera para nos levar a sua casa para um merecido descanso.

Nesse mesmo dia encontrámo-nos com os canários Edu e Fran e com os tugas Olguinha, Ricardo e António, que tinham ido de carro, para jantar num restaurante onde as empregadas quase não levavam roupas..! Não será preciso dizer que os rapazes começaram a adorar a Polónia a partir desse momento...

Depois de jantar foi tempo de rever a Ágata e a Teresa, com quem tinha falado exactamente 5mn antes de sair de Brasov e que, por obras do destino, também iam passar esse fim de semana a Krakow, aproveitando que a Ágata estava de visita.
O dia seguinte estava reservado para um dos grandes objectivos da viagem: ir a Auschwitz.

Muito poderia ser dito de este sítio, mas dificilmente conseguiria explicar o que cada um de nós sentiu ao ver os vestígios, os cabelos, as malas, os brinquedos, os sapatos, os números, as roupas, as fotos, a imaginária dimensão da tragédia... Auschwitz I, antigo centro administrativo do complexo, está actualmente tranformado em museu, feito propositadamente para impactar e fazer pensar... Auschwitz II (Birkenau) tem pouco mais que ruínas, já que tentaram destruir todas as provas do campo de extremínio que ali existiu. Mas mesmo assim, e não é precisa muita imaginação, dá para ter uma ideia muito real do que poderá ter acontecido naquela imensidão de terreno...










À noitinha um jantarzinho calmo, um serão no hostel onde ficou o resto da tropa, bem acompanhados pela melhor vodka e sem esquecer a cerveja Zywiec e noite dentro para uma das melhores noites de todas as nossas viagens, que meteu polícia e tudo (simplesmente por ir a beber na rua!).




Obviamente, a ressaquinha do dia seguinte fez com que saíssemos de casa já para jantar. Fomos as 4 (Elva, Inés, Noemi e eu) a num dos requintados sítios de Krakow e depois encontrámo-nos com o resto da malta de novo no hostel para "aquecer" para mais uma noite krakowiana.


Finalmente, ao 3º dia fomos conhecer a cidade, ter o prazer de estar na maior praça medieval da Europa, ouvir o trompetista a tocar as horas no cimo das torres da Basílica de Santa Maria (que parece saída de um conto de fadas), entrar na Smocza Jama e ver o dragão do Castelo de Wawel a deitar fogo, ver o sino de Zigmunt feito com metal das armaduras dos soldados derrotados pelas tropas Polacas na Catedral de Wawel e passar pela antiga porta da cidade. O almoço tardio foi num restaurante típico, que mais parecia uma casa da avózinha e onde algumas das comidas eram servidas num prato feito de pão!













Já de barriga cheia, e bem cheia, fizemos uma caminhada até ao bairro Judeu. A verdade é que é igual a qualquer outro bairro da cidade, há que por a imaginação a trabalhar para que tenha algum significado o facto de estar ali, mas a nossa amiga Noemi deu-nos uma ajudinha e contou algumas das histórias de como os judeus era atirados pelas janelas dos prédios, presos a cadeiras. E de aí que fizeram uma pequena praça em honra ao povo judeu ( que não está no bairro judeu...) com....cadeiras! Arte moderna....

Fim da tarde, altura para nos despedirmos do resto do pessoal que ia partir em direcção a Budapeste e da Teresa e da Ágata que iam voltar a Opole, pelo que tivemos um belo serão de descanso em casa da Noemi.
No dia seguinte, como não podia deixar de ser, tivemos que voltar a Kazimierz (bairro Judeu) para almoçar a tão famosa Zapiekanka. A tarde estava reservada para visitar o que na brincadeira chamamos "o mamilo de Krakow", um pequeno monte a uns 2ou 3km do centro com uma fabulosa vista de toda a cidade. Como boas representantes do sexo feminino que somos acabámos a matar o tempo morto do fim do dia a comprar as típicas caixinhas polacas trabalhadas e pintadas à mão no Sukiennice.





Manhã seguinte, hora da despedida: primeiro foi a Noemi que saiu cedo para ir para as aulas, depois a Elva e a Inés que iam voltar para Brasov de comboio e por último eu, que fui de comboio até Katowice onde apanhei mais tarde o avião de volta a casa.

Em relação a Katowice só tenho a dizer que é díficil conseguir uma simples informação se não se souber Polaco. Mesmo na estação de comboios, se virem um sítio que diz "Information" subentendam que é informações para Polacos, porque a mulher além de não saber Inglês ainda me soltou umas palavras que pelo tom de voz não pareciam muito agradáveis... O pior de tudo é que depois de ter estado 10mn numa fila para tentar saber onde se apanhava o bus para o aeroporto e depois de receber uma resposta desta, saio da estação, pergunto a mais 3 ou 4 polacos sem nenhuma ideia de Inglês e acabo por perceber que o autocarro tinha saído 5mn antes (o tempo de espera na fila para nada!!) e que o seguinte era 2horas depois... E ali fiquei, 2h à espera numa cidade cinzenta... Mas como eu gosto de dizer "quem corre por gosto não cansa", foi tudo por uma boa causa, 12h depois estava a aterrar no meu país...


Do Melhor
Linkk
del.icio.us






































































































.







































