- "Senhoras e senhores, informamos que o comboio da linha 3, em direcção a Sinaia vai partir!"
Depois de 1 horita de viagem, com uma paisagem impressionante, chegámos a Sinaia.

O seu nome deve-se ao Mosteiro de Sinaia, que por sua vez foi assim designado devido ao bíblico Monte Sinai.
Esperava-nos muita neve, algum gelo pelos passeios capaz de fazer cair os mais desprevenidos (felizmente não nos tocou a nenhum de nós) e muita chuvinha daquela irritante que parece que não molha mas molha!!

Decidimos ir almoçar antes de fazer o recorrido pela terrinha. Estávamos famintos e com grandes espectativas em relação ao restaurante que nos tinham indicado no turismo como sendo um dos melhores. A verdade é que ninguém saiu de lá muito satisfeito, nem com a comida nem com o serviço. Valeu a Banana Split de sobremesa para compor o estômago... :)

Já de papo cheio, começamos a caminhada.

Vimos umas casitas engraçadas enquanto íamos subindo...

O primeiro monumento a ser visitado foi o Mosteiro de Sinaia. É um mosteiro ortodoxo, como a maioria das igrejas deste lado do continente, com uns homenzinhos vestidos de preto dos pés à cabeça e com uns chapeuzinho muito engraçados... A verdade é que estes monges impõem um certo respeitinho... Entrar na igreja do mosteiro foi como atravessar um portal para outro mundo totalmente diferente.

Era pequena, com paredes escuras, que no entanto deixavam perceber como que umas sombras das vastas pinturas que as recorriam, por entre os poucos raios de luz que entravam pelas duas únicas janelas que tinha. Ao fundo, sentados numa especie de mini tribuna, estavam dois monges com as suas rezas, que entoavam de uma maneira intimidante. Um outro percorria a capela espalhando incenso, sem que se lhe escapasse um único cm, até nós fomos "purificados".

Seguinte, Castelos de Peles e Pelisor. Lá subimos, montanha acima pela Strada Furnica n.º 2.


Ambos os castelos foram residência de Verão da família real em seu tempo (tal como o castelo de Bran, mais conhecido como castelo do Drácula). Chamam-lhes castelos, mas mais parecem palácios. Não são monstros de pedra, que é o que nós vem à ideia quando falamos de castelos.


São casas lindíssimas, pelo menos por fora, rodeadas de uma paisagem estonteante, com uma flora de tal maneira protegida que é proibido apanhar flores ou cortar qualquer tipo de planta!


Espera-nos mais uma viagem a Sinaia, desta vez não deu para visitar os castelos por dentro. O de Peles estava fechado e entre que tivemos que subir a montanha para os ver e íamos demorar algum tempo a descê-la também, já não deu para ver o de Pelisor. Pareceu valer a pena ir lá outra vez só para ver como são por dentro, mas acho que vamos deixar isso para quando estiver bom tempo...Até porque assim vamos poder apreciar a famosa flora que tem.
Já na estação, molhados, cansados e congelados, ainda tivemos um momento hilariante com um dos errantes que por ali andava, em busca de alguém que lhe desse atenção e, já agora, mais um copito para juntar aos que seguramente já tinha começado a tomar de manhazinha.
